Deputado pede interferência do Ministério Público na batalha entre policias
Durante pronunciamento da manhã de hoje (18) na Assembléia Legislativa, o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) comentou os recentes fatos envolvendo as cúpulas das polícias Militar e Civil de Santa Catarina. A batalha interna entre coronéis e delegados já alcançou os meios de comunicação e o que se vê, diz Soares, “é um racha dentro da segurança pública”.
Para o deputado, o governo está sendo pressionado por ambas as partes “e parece não querer tomar partido de nenhuma. Enquanto isso, a população é quem sofre as conseqüências”.
Em Balneário Camboriú, denunciou Soares, um policial militar que fazia patrulhamento ostensivo sozinho, e a pé, foi assaltado e teve a arma roubada em plena luz do dia, na principal avenida da cidade. Em Lages, policiais militares e civis se enfrentaram armados.
Episódio esse que, segundo o deputado, mostra que as cúpulas das duas instituições estão a um passo de patrocinar uma tragédia no Estado. “Fatos como esses e outros tantos retratam a falta de segurança e a maneira frágil que a situação está para toda a população”, diz Soares.
Soares considera como “lamentável a disputa de poder entre as duas instituições”. Ele garante que a sociedade é quem mais perde com isso. “Se as duas policias trabalhando de maneira mais ou menos conjunta já não ofereciam condições de prestar um serviço de qualidade para a segurança da população, imagina agora como ficará a situação com uma polícia enfrentando, boicotando e desqualificando a outra?”, questiona o deputado.
Colocada essa questão, o deputado não vê outra forma de resolver esse impasse sem que haja uma ação imediata do Ministério Público de Santa Catarina. Caso o MP não interfira, as conclusões que ele e a população em geral podem chegar é de que ”as corregedorias e as leis que regem o Estado servem apenas para punir alguns e para perdoar outros”, numa referência às punições enfrentadas pela base da segurança pública por participar de movimento reivindicatório.



